Feminilidade e Força: O Processo Lento de Desaprender o Comportamento Masculino!


Feminilidade e Força




Então gente, eu não sou a pessoa mais feminina do mundo. Tenho uma voz mais alta e, honestamente, costumo conversar alto demais. Sou meio grosseira, às vezes até no meu jeito de andar. De vez em quando ajo de forma masculina e, para mim, isso é um problema. Por treinar sempre e pegar peso, parece que não me permito mais ser sensível, mais calma. Mas acreditem, eu sempre tento.

Por ser algo aprendido desde cedo, esse comportamento, que considero muito masculino, quebra um pouco da delicadeza que eu gostaria de ter. Tenho poucas pessoas na minha vida que são naturalmente delicadas e, observando-as, eu tento. No entanto, às vezes parece fora de contexto. Sim, eu quero ser mais feminina. Mas percebi que é um processo lento e, francamente, demasiado cansativo.

Se você também se sente assim, bem-vinda ao clube. Este post não é sobre vestidos e salto alto; é sobre a Jornada Real da Feminilidade, a minha jornada. E eu vou te contar o que descobri que realmente funciona para ser mais suave sem perder a sua força."


A Armadura: Por Que a Aspereza se Torna Nosso Modo de Sobrevivência?


O certo é que, essa aspereza toda um tom de voz mais alto, uma indelicadeza aqui outra ali, o jeito ríspido de caminhar, tornou-se nossa principal autodefesa.

Com o cansaço, o estresse do dia a dia onde acreditamos que, se o volume não for alto, não teremos visibilidade, isso é o oposto do que realente acontece. Se para perceberem que estamos falando  precisamos gritar ou ser ásperas jamais seremos ouvidas de verdade. A rispidez, ao invés de comunicar nossa mensagem ela apenas ajuda a nos rotularem como descontroladas. Perdemos a razão, não pelo que dissemos, mais pelo que tom que usamos para nos comunicar. Qual o resultado? Invisibilidade, isso com certeza minhas amigas, nós não queremos.

Eu sei bem, porque ainda me pego caindo nessa bobagem. Acreditar que a grosseria as vezes ajuda, é um erro, principalmente em ambientes de competição, é a armadilha mais antiga da mulher que quer ser forte. Mas a força feminina está na leveza e na estratégia.

Quebrando paradigmas, como ser feminina e agir com delicadeza?

 
De acordo tudo que estamos vendo nesse post, temos um padrão, se não somos ouvidas, usamos o velho truque, gritar, falar alto, ser áspera, e até mesmo ser mal educada para que possamos ter um pouco de voz, mais percebemos por vezes que esse método não funciona, e isso faz com que parecemos mais, descontroladas então, como conseguimos identificar o problema, podemos procurar a solução, é importante lembrar que o comportamento do  outro não pode ser o medidor do nosso, temos nossa responsabilidade e também é necessário autocontrole para não agirmos por impulso sempre que acreditarmos que não somos ouvidas.

Como percebo, durante minha respectivas tentativas de mudança, tenho notado que, agir de forma comumente grosseira, fez que meu corpo estivesse sempre em estado de alerta, ou seja, sempre tenso, como se estivesse pronto para explodir a qualquer reação.  Lembre-se, ser feminina não é sobre ser frágil, mais sobre ser flexível, essa tensão rouba a nossa flexibilidade.

Como percebi isso, uma psicóloga chamada Gabriela Afonso, tem um vídeo muito bom no canal dela onde ela pede para que você anote o seu comportamento e comece a perceber o que faz você ter as reações a qual você quer se livrar, quando você consegue perceber esse comportamento você anota o que provoca essas reações e aprendi a controlar suas formas de agir e reagir. 


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Exercício de 7 Dias: O Diário da Reação


Vamos começar a criar um espaço reservado para você entender os seus sentimentos? Para me o que está ajudando foi criar um diário de reação, assim como a doutora orienta, entretanto fui um pouco mais longe, deixei ele a minha cara, para que se tornasse interessante, fiz várias anotações de comportamentos comuns, dividir em blocos: por exemplo reações do dia a dia, reações esporádicas, reações que tenho quando sou confrontada, e reações que tenho quando sinto medo; para vocês entenderem melhor, eu separei três folhas no meu "diário" para cada reação e também procuro escrever como eu me sinto quando elas acontecem, o porque eu fico irritada com tanta pressa, e como eu entendo que isso me afeta, para resumir, deixo o mais claro possível todas as reações que tenho, para quando for reler, ter ideia de como isso me afetou, assim posso ir me controlando mais e não reagir ou agir impulsivamente. 

Criando sua ferramenta, diário de reações!


Para mim, o que está realmente ajudando a quebrar o ciclo da aspereza foi adaptar o conselho da Dra. Gabriela Afonso e criar meu próprio Diário de Reação. Eu precisava que ele fosse a minha cara, então transformei o exercício de anotação em algo interessante e visual.

Agora é hora de reagir para começar entender!
 
O segredo é ir além do básico, eu não anoto apenas o que aconteceu: eu anoto também as categorias de estímulos para identificar padrões, dividindo em blocos.

Reações do dia a dia: (por exemplo: atrasos, e interrupções enquanto estou trabalha)

 Reação de confronto: (Quando sua opinião é confrontada)

Reações de medo:  ( Quando me sinto vulnerável ou em risco)

A parte mais reveladora é o processo de escrita, onde detalho como me sinto quando elas acontecem, o porquê da irritação e como eu entendo que isso me afeta. Eu busco deixar  o mais claro possível para que, ao reler, eu tenha uma dimensão real de como essa aspereza me prejudica. Assim posso ir me controlando mais e evitar a ação por impulso.

Para que você consiga entender melhor, busque dividir em três passos.

Seu Exercício de 3 Passos (O Foco Cirúrgico)

Para simplificar a aplicação do seu diário, foque em três colunas de análise. Nada é bobagem quando se trata de você começar a se entender.

  1.  A Situação (Estímulo)
  2. A Reação (Grosseria)
  3. O Sentimento( Tensão, Raiva, Exaustão)



1. A situação ( o estímulo)

O que fez você reagir de forma tão austera?

Seja firme: qual foi o estímulo? Por que essa situação provoca esse tipo de sentimento em você? Busque  todos os detalhes: as vezes a origem da raiva está em sentimentos de medo e impaciência.
 

2. A reação (aspereza)

Olhe para sua reação, como algo que você não precisa fazer parte de você e da sua vida.
Procure entender como essa reação  afeta  você de forma física, olhe para a tensão que essa reação provoca no seu corpo, o estresse e o caos que isso traz para o seu dia a dia. Ter clareza sobre como isso impacta negativamente suas reações torna fácil querer abandonar.


3. O sentimento (O preço)

São os sentimentos que provocam  a tensão,  a raiva e a exaustão.

Pense em como você fica depois de ter uma reação de fúria, o que você carrega? A sensação de culpa por ter se descontrolado e por se exaltar. É dá a outro o poder que pertence apenas a você, reconhecer que o preço da grosseria é o que mais motiva a sua mudança.


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Solução 1: a voz de comando suave calibre o seu som, não seu poder 


A solução não é sussurrar, mas sim garantir que sua voz comunique controle e não combate.

 Para ser ouvida você precisa calibrar a sua voz  deixe suave para que seu comando seja atendido, se tende a falar muito alto, assim como eu, busque diminuir o som, e foque em ser ouvida sem a necessidade de alterar a voz, é necessário entender que, quanto  mais baixo você falar, mais as pessoas precisarão se inclinar para te ouvir, acredite, isso não é fraqueza é magnetismo, use a seu favor.

Micro ações de calibração, ao perceber que sua voz se alterou, lembre das suas anotações, foque no poder de percepção que está treinando e procure ir diminuído aos poucos, assim terá mais consciência e sempre poderá ter o controle.

2. A pausa : sua arma secreta para o autocontrole:

A grosseria e o volume alto surgem porque não damos tempo para o cérebro processar.


Já ouviu falar da regras de três segundos? Pois use-a para manter o controle da suas emoções, quando alguém disser algo que provavelmente a faria reagir de forma grosseira, para e fique quieta por três segundos. 

O que acontece nesse tempo: Você consegue desativar a tensão causada pelo estado de alerta. Tente respirar, pois assim você consegue pensar e escolher a palavra que a ajudará a sair da situação sem usar a emoção para reagir.


Micro ação: você pode dizer isso parece interessante porém preciso de um momento para responder e organizar as ideias. Isso comunica ao seu corpo um autocontrole, te ajuda a manter o foco no que precisa ser dito(e não na sua emoção).

3. A Respiração como Âncora (Para a Tensão Corporal)

Você percebeu e (eu também) que a grosseria está ligada à tensão corporal. A respiração é o caminho mais rápido para desarmar essa tensão.

  • A Técnica: Antes de fazer algo que pode causar um estresse, ou assim que um estímulo surgir, faça duas respirações diafragmáticas profundas (encher a barriga, não o peito). No canal da Pry leite no you tube, tem várias técnicas para controlar a respiração que ajudam no estresse e ansiedade, vale a pena.

  • Micro Ação: Essa respiração acalma o sistema nervoso, e o corpo entende que a luta acabou. Quando se está calma é quase impossível gritar de forma eficaz.


Para concluir, vamos lembrar que: A delicadeza é a sua arma mais poderosa.

Parabéns por chegar até aqui, esse é o primeiro passo para mudar, não se culpe pela grosseria e pelo cansaço, porém procure não usar isso como desculpa, quando entendemos que a grosseria e rispidez é um sistema aprendido como autodefesa por estar sempre em estado de alerta precisamos também buscar ferramentas para melhorar, e o post de hoje foi justamente mostrar algumas dessas ferramentas para que você possa usar. O diário de reações e micro reações são a primeira chave de acesso para desativar esse comportamento e quebrar essa armadura, permitindo que você escolha  a leveza ao invés do impulso.

Não esqueça, ser mais feminina não é sobre seguir um padrão, e sim sobre confiança de se comunicar com controle  intencionalidade. A força de uma Mulher nova era não está no quanto ela grita, mas no quanto ela domina a arte da pausa estratégica. A verdadeira força está em saber que você tem o poder de acalmar sua voz, acalmar o seu corpo e assim, ser ouvida de verdade.
























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